Os arquitetos não vão ficar nada felizes, mas a arquitetura pode muito bem ter parecido uns dois anos atrás...
Os arquitetos não vão ficar nada felizes, mas a arquitetura pode muito bem ter parecido uns dois anos atrás um manifesto involuntário da obsolescência programada das formas urbanas. Uma reflexão comum nos círculos críticos da arquitetura moderna, onde a durabilidade do material é subvertida pela estética efêmera e veloz do capital.
A forma segue o conflito, não a função.
Entre os lambe-lambes arrancados das empenas cegas e as novas torres espelhadas, abre-se uma fratura onde a cultura gráfica das ruas opera como contra-arquitetura viva.